quarta-feira, 23 de maio de 2012

Guia de Orquídeas: Odontoglossum.



Estas são orquídeas das grandes altitudes dos trópicos do Novo Mundo, florescem em locais onde a temperatura é amena durante o ano inteiro. Os Odontoglossos são conhecidos pelos seus vistosos cachos de flores. A cultura é similar para os híbridos de gêneros aliados, tais como Odontonia, Odontioda, Vuylstekeara e Wilsonara, entre outros.

Apreciam bastante luminosidade e temperaturas baixas. Se as temperaturas dos dias de verão forem altas, podem reduzir-se os níveis de luz para arrefecer a área de cultivo. Apesar de não serem na generalidade boas plantas de interior, principalmente se a casa for quente, podem vingar numa janela virada a este, ou numa janela a sul com sombra; na maioria dos climas. A exposição a oeste é geralmente demasiado quente.
Podem ser tolerados pequenos períodos de temperaturas diurnas mais elevadas, principalmente se a umidade e circulação do ar estiverem a níveis ótimos.
A frequência de rega deve ser alta, e o substrato deve ter uma drenagem perfeita.

O substrato deve apenas começar a secar antes da rega, o que pode significar regas a cada dois a sete dias, consoante a meteorologia, tamanho e material do vaso e tipo de substrato. Folhas que nascem enrugadas são um sintoma de água ou umidade insuficientes. Tal como outras orquídeas de zonas de precipitação elevada, os odontoglossos são particularmente sensíveis à falta de qualidade da água, que levará ao enfraquecimento das raízes e provocará queimaduras nas pontas das folhas.


A umidade deverá situar-se idealmente entre os 40% e os 80%, aliada a uma boa circulação do ar. A refrigeração através da evaporação numa estufa aumenta a umidade e refresca o ar, sendo por isso altamente recomendada para estas orquídeas na maior parte dos climas. O uso de nebulizadores, assim como umedecer o chão com água, ajudarão a manter a temperatura fresca e a umidade alta. No interior, colocar as plantas em tabuleiros com cascalho umedecido, colocando os vasos acima do nível da água.
O fertilizante deve ser aplicado regularmente em doses diluídas enquanto a planta está em crescimento ativo. Pode ser usada uma fórmula 20-20-20, duas vezes por mês. Se o tempo se mantiver enevoado, uma aplicação mensal será suficiente.
O novo envasamento deve ser feito quando os novos rebentos estão a meio da maturação, o que acontece geralmente na primavera ou outono. Estas plantas gostam de estar apertadas nos vasos, devendo por isso escolher-se um vaso que permita apenas espaço para o crescimento de um ano ou dois. O uso de vasos pequenos também obrigará às regas frequentes que estas plantas apreciam, pois o substrato secará mais rapidamente e de forma mais homogênea se houver concentração de raízes.

É necessário utilizar um substrato fino com drenagem excelente; como o substrato se mantém sempre úmido, o reenvasamento anual ou bianual é normal. Espalhar as raízes sobre um cone de substrato e distribuí-lo à volta das raízes, adicionando mais substrato. Calcar com firmeza à volta das raízes. Manter a unidade elevada e o substrato seco até à formação de raízes novas.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Começo do Outono com Flores.

Espécies com floradas incríveis marcam o fim do verão e início do Outono, a Amaryllis belladona é uma delas.

Lírio beladona (Amaryllis belladonna)
Descrição: A Beladona-do-Cabo é uma planta herbácea bulbosa originária da África do Sul e abrange de 30 a 50 centímetros de altura, com folhas laminares, longas, ornamentais que durante o verão desaparecem parcial ou totalmente antes do florescimento.

Suas inflorescências são eretas com flores semelhantes a um lírio , de cor de rosa, perfumadas, formadas durante o verão. Ocorre a variedade alba, que tem suas flores brancas.

Costuma ser muito cultivada em vasos, em bordaduras ou conjuntos em uma terra fértil. Se desenvolve melhor em regiões altas e de clima mais ameno.

Sua multiplicação é facilmente feita pela divisão de seus bulbos entouceirados.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Palmeira-areca.


Nome Científico: Dypsis lutescens
Sinonímia: Chrysalidocarpus lutescens, Areca lutescens, Chrysalidocarpus glaucescens, Chrysalidocarpus baronii, Hyophorbe indica
Nome Popular: Palmeira-areca, areca, areca-bambú
Família: Arecaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Madagascar
Ciclo de Vida: Perene

A palmeira-areca é umas das palmeiras mais populares do mundo, tanto no jardim quanto na decoração de interiores. De estipes múltiplos, chega a ser muito entouceirada. Os estipes são elegantes, anelados, com bainhas de coloração verde-esbranquiçada a amarelada. As folhas são grandes, verdes, recurvadas, compostas por 20 a 50 pares de folíolos, com pecíolos e ráquis amarelados. As inflorescências são ramificadas, com numerosas e pequenas flores de cor branco-creme, perfumadas. Os frutos são verde-amarelados e tornam-se arroxeados quando maduros.

Em comparação com outras palmeiras, a areca-bambú apresenta rápido crescimento. Ela pode ser conduzida de duas formas: com porte arbustivo (com muitos caules - atinge até 3 metros) ou arbóreo (com poucos caules - atinge até 9 metros). O porte arbustivo é natural, isto é, não é necessário nenhum tipo de manejo para que a planta fique entouceirada. Já o porte arbóreo, é conseguido através da poda dos estipes excedentes pela base. Esta poda deve ser realizada continuamente, sempre que surgirem novas brotações, para que os estipes selecionados ganhem vigor e se sobressaiam.

Esta palmeira ainda é mais versátil do que se imagina, podendo ser amplamente utilizada no paisagismo tropical, seja isolada, em cercas vivas, grupos ou até mesmo envasada, em pátios e ambientes internos. Apesar de tolerar o sol pleno e crescer muito nestas condições, ela fica com as folhas amareladas, com as pontas queimadas. Suas folhas ficam mais vistosas e bonitas sob meia sombra ou luz difusa. Plantas envasadas que permanecem muitos meses em interiores devem receber um período de descanso em ambientes externos à meia-sombra para retomarem o vigor.

Deve ser cultivada sob pleno sol, meia-sombra ou sob luz difusa em solo fértil, leve, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Tolerante a transplantes e ao frio leve. Aprecia umidade do ar elevada, e por este motivo não deve ser utilizada em ambientes com ar-condicionado. As adubações mensais restringem-se à primavera, verão e outono. Multiplica-se por sementes que germinam em 2 a 6 meses e por divisão das touceiras enraizadas.

Fonte: Jardineiro.net

terça-feira, 17 de abril de 2012

Como cuidar de seu jardim no Outono.

No outono, as chuvas diminuem e, com elas, a umidade do ar. O dia e a noite tem a mesma duração e nos países onde o clima é mais frio, as folhas das árvores mudam de cor e adquirem um tom mais amarelado e avermelhado. No Brasil, este fenômeno praticamente não existe, exceto nas regiões serranas do sul e sudeste.

As Camélias são um exemplo das plantas que florescem no Outono.
Este é um período especial na Fruticultura, quando se dá a colheita de diversas frutas. As plantas frutíferas, que florescem na Primavera, são germinadas por agentes polinizadores e geram os frutos no início do verão mas, somente no Outono que estes frutos começam a amadurecer.
Algumas espécies começam seu período de repouso vegetativo e entram em estado de dormência. Elas param de se desenvolver e algumas árvores e arbustos chegam a perder as folhas, para poupar energia e enfrentar o Inverno.
As adubações devem ser reduzidas, já que elas não absorveram os nutrientes, mas existem espécies que florescem nessa época, é o caso das azaléias, portanto devem ser adubadas normalmente.

As Orquídeas bambú ou Arundinas, como preferir, também florescem no Outono.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bulbos - O que são?


Ao se falar em bulbos, ou plantas bulbosas, nos vêm a mente belas plantas como tulipas, gladíolos, amarílis, íris, dálias, canas-de-jardim, caládios, etc. Alguns são bulbos verdadeiros, nos corretos termos botânicos, enquanto outros não. Apesar disso, em jardinagem e paisagismo, o termo bulbo é usado para descrever uma grande 
variedade de plantas geófitas e seus órgãos subterrâneos de armazenamento, incluindo bulbos, cormos, rizomas, tubérculos e raízes tuberosas.
Alguns destes órgãos são caules modificados, enquanto outros são raízes engrossadas. Embora sejam estruturalmente diferentes, todos os bulbos armazenam alimento para as plantas sobreviverem durante uma estação inóspita e crescerem em estações subseqüentes, ou para emitirem novas brotações, ou para se reproduzirem assexuadamente, aumentando uma população de plantas.
Um bulbo verdadeiro consiste de um caule e folhas adaptadas ao armazenamento. O caule é basal e comprimido em uma forma achatada ou cônica, denominada prato. Suas folhas são modificadas, suculentas e preenchidas com substâncias de reserva. Narcisos, tulipas, jacintos e cebolas são bulbos tunicados, cujas folhas são justapostas em camadas, umas sobre as outras, e as folhas mais externas ficam secas e marrons, formando uma túnica entorno do bulbo. Da base dos bulbos tunicados, surgem bulbilhos (bulbos pequenos), que podem ser separados para formar novas plantas.
Lírios têm bulbos escamosos, cujas folhas também se sobrepõem, porém de maneira mais frouxa, com textura mais suculenta e sem formar uma túnica. Neste caso, a separação delicada das escamas gera novas plantas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Acerola.

Uma das frutíferas mais fáceis e versáteis existentes, vamos conhecer melhor a Aceroleira, esta planta que gera a frutinha que é muita vitamina C, além de dar um colorido muito interessante para seu Jardim.

Aceroleiro.

A acerola (Malpighia emarginata ou Malpighia glabra), também conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, tem origem nas Antilhas, América Central e norte da América do Sul. Pertence à família das Malpighiaceae.
O fruto nasce na aceroleira, que é um arbusto de até três metros de altura, cujo tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras e brilhantes. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação. Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalhou facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do alaranjado ao vinho, passando pelo vermelho. Esta coloração é resultado da presença de antocianinas, especialmente pelargonidina e malvidina.
A acerola está dividida em duas seleções: a acerola vermelha e a acerola laranja.

Chega a ter 80 X mais o valor de vitamina C, de que o limão ou a laranja.

No Brasil, o cultivo de acerolas teve um forte crescimento nos últimos vinte anos, sendo hoje uma importante cultura da Região Nordeste, principalmente na agroindústria de polpa de fruta congelada.
Sua superfície é lisa ou dividida em três gomos. Possui três sementes no seu interior. O sabor do fruto é levemente ácido e o perfume é semelhante ao da maçã. Possui vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), cálcio, fósforo, ferro e, principalmente, vitamina C, que, em algumas variedades, chega a estar presente em até 5 gramas por 100 gramas de polpa. Este valor chega a ser oitenta vezes superior ao da laranja e ao do limão.


Fonte: Wikipédia.



sábado, 10 de março de 2012

Ajuda na hora de REGAR suas Plantas.

Você sabia que grande parte dos casos de morte de plantas ornamentais se deve à falta de informação quanto à irrigação? Vamos tentar, com esse post, amenizar bem esse problema.



Orientações de irrigação:

- A irrigação de suas plantas envolve um pouco mais do que simplesmente regá-las dia sim dia não - embora isso seja melhor do que não molhá-las nunca. Siga as dicas a seguir para tirar o máximo proveito de seus esforços de irrigação.

- Coloque água no frescor da manhã ou da noite, quando não houver vento e quando a evaporação da água for mínima.

- Evite molhar as plantas suscetíveis a doenças à noite. Se a água permanecer na folhagem da planta durante horas, ela estimulará as doenças fúngicas a atacarem as folhas, os botões, as flores e os frutos. As plantas suscetíveis a manchas nas folhas, deterioração dos frutos e ferrugem nas flores devem ser molhadas de manhã, quando o sol secará rapidamente as folhas e impedirá o desenvolvimento dos fungos.

- Coloque cerca de 2,5 cm de água por semana em muitas plantas e no gramado. A idéia é manter o solo levemente úmido e evitar que ele seque completamente, o que prejudicaria a maioria das plantas. Já que as plantas nem sempre seguem a regra, existem exceções a essa orientação geral.
Pode haver uma necessidade maior de água se o tempo estiver quente, o solo seco, ou os canteiros ou os vasos estiverem muito cheios.

- Quando o tempo estiver fresco, as plantas mais afastadas umas das outras, ou o solo pesado e úmido, será necessário menos água.

- As plantas novas precisam de mais umidade na superfície do solo para ajudar suas raízes a se fixarem. Você deve molhá-las com mais freqüência de acordo com suas necessidades.

- As plantas mais maduras com grandes raízes podem ser molhadas com maior quantidade de água e com menos freqüência do que as plantas mais novas. A umidade penetra no solo e estimula o crescimento das raízes.



Com estes cuidados e procedimentos simples, com certeza terá muito mais êxito no controle da saúde de suas plantas.